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O culpado
"Hi Sheldon! Hi. Hi. Hi." Bem, me chamo Matheus Carneiro, 18 anos, graduando em Psicologia. Sou da Bahia e atualmente continuo vivendo na Bahia. Acredito que cada um possui uma maneira diferente de observar os detalhes. Eu não tenho tanto interesse em grandes mercadorias e nem nos seus preços. Comecei a escrever em 2012 com meu blog pessoal Quatro Fragmentos - vocês podem encontrar meus textos lá - E hoje, resolvi começar esse blog com alguns amigos até que meu livro esteja pronto algum dia desses. Vou contar um segredo: prefiro as quantidades. Qualidades? Vou resumir e falar menos. Frio, boa música, chá e livros. Até mais! Ah não? Então vou tentar fazer as coisas menos idiotas e com mais gorduras.
16 de mar. de 2013
19:06:00
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Ei literatas! Hoje o dia ajudou bastante para uma utopia mais simples. Minhas utopias vocês podem conferir no meu blog pessoal: Quatro Fragmentos. Enfim, vou deixar essa pra vocês. Imaginem!
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- Sete Minutos
"04 de Julho. A noite era fria, sem som. Na verdade o dia foi assim, silencioso. Tudo o que passava na minha mente era desgosto. Eu estava sentada diante da plateia e tudo se movia. Todas aquelas pessoas com famílias, casas, amores pra dar conta, e eu continuava ali. Acendia um cigarro. Não fazia ideia do que realmente me esperava por de trás das portas.
Eu tinha medo. Medo de todos aqueles olhares obscuros e das nuas risadas frias, lembrando da tua mão gelada quando tocava a minha e causava arrepios. Era tudo muito intenso para dois dias, e eu continuava ali. Acendia outro cigarro. Tentava te ligar e tinha medo de não conseguir falar. Imaginava minha língua presa aos pensamentos e ao vazio que me deixava quando descia do ônibus numa sexta-feira à noite. Eu não queria te tentar, e sem muito falar, acho que você conseguia me possuir sem eu menos pensar.
Você se sentia à vontade naqueles dias chuvosos? Eu continuava deitada em lençóis brancos ouvindo as mesmas playlists que só eu compreendia. E te digo tudo e mais um pouco pra não culpar os outros. Fica. Mas se for ficar, que não seja como a maioria que cria o futuro que na realidade já foi desejado. Era um futuro? Eu continuava com medo. Você tinha o poder de fazer tremer a verdade; brilhava com pouco olhar. Tudo isso era mentalizado, dava passos largos e a vontade de chegar em casa na madrugada era maior do que a de te esquecer.
Não sinto por isso, mas desejaria sentir. Sonhava com sete minutos para esfriar o calor e tomar um chá de morango debaixo do edredom. Sem você e nem você. Era sombrio desenhar as imagens e tentava colorir o que já estava rabiscado. Trancava a porta e respirava por quatro segundos. Nada era tão quieto quanto o barulho das chaves trancando a porta. Eu juro, o meu futuro eu poderia prever."
(Sete minutos, Matheus Carneiro)

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