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O culpado
"Hi Sheldon! Hi. Hi. Hi." Bem, me chamo Matheus Carneiro, 18 anos, graduando em Psicologia. Sou da Bahia e atualmente continuo vivendo na Bahia. Acredito que cada um possui uma maneira diferente de observar os detalhes. Eu não tenho tanto interesse em grandes mercadorias e nem nos seus preços. Comecei a escrever em 2012 com meu blog pessoal Quatro Fragmentos - vocês podem encontrar meus textos lá - E hoje, resolvi começar esse blog com alguns amigos até que meu livro esteja pronto algum dia desses. Vou contar um segredo: prefiro as quantidades. Qualidades? Vou resumir e falar menos. Frio, boa música, chá e livros. Até mais! Ah não? Então vou tentar fazer as coisas menos idiotas e com mais gorduras.
9 de fev. de 2013
00:31:00
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Hoje eu realmente trabalhei muito construindo toda a estrutura do blog e não tive muita "cabeça" pra criar tantos posts. Enfim, escrevi esse post para o meu blog pessoal faz uma semana. Você pode conferir ele AQUI. Como já é uma boa madrugada de chuva aqui, gostaria de compartilhar esse texto com vocês!
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***
"Já era tarde e eu continuava a ouvir seus sussurros naquela noite. Era calmo, um pouco de calor talvez. Todo aquele silêncio me incomodava e eu não sabia por qual caminho continuar. Tinha medo. Medo de quem sabe um dia se desencontrar. Já me perdi várias vezes, e por me perder, todo aquele medo tentava me sugar para uma próxima vez.
Era de se esperar que eu continuasse a tentar te entender. Todas aquelas palavras e todas aquelas respirações me causavam náuseas até. Era uma cama de solteiro com lençóis brancos que ficava a baixo da janela. Era uma noite sem lua e de poucas estrelas, que inclusive, você não estava nelas e isso me trazia paz. Juro que naquela noite eu tentava não ouvir nada, o que era impossível. Todas as músicas ou curtas, viam à tona. O fardo era enorme e meu cansaço me incomodava. Nunca algo tão pequeno foi tão longo em curtos segundos. Eu conseguia ouvir e tentava não impedir. Minha mente confusa processava tudo aquilo sem nada entender e isso de certa maneira me irritava.
Depois da festa, às 4:00 AM, tomei um rumo fora dos portões de madeira da minha casa. Na verdade, sentei na esquina. Sentia calor e ventava. Nunca senti um vento tão silencioso como o daquela madrugada. Era capaz de tentar algo diferente se talvez tua diferença não fosse igual às anteriores. Não te culpo como também não te ignoro. Fiquei ali por quase 15 minutos, e sinceramente, foram os melhores do dia. Desculpa, foram os melhores 15 minutos do início de um novo dia, eu acho. Minha casa não ficava muito longe daquela esquina vazia. Eu dava passos curtos e minha mente ainda continuava naquele vácuo sem causas.
Voltando a minha cama, todos aqueles imaginários e solitários momentos começaram a tomar um rumo melhor. Mas onde chegar com tudo isso? Bem, uma mente sem cuidados, penso eu. Sem querer alterar nada e alterando, tentarei não manter o vício. Todo o seu respeito eu podia sentir de longe. E segurava quando você queria soltar. Essa forma misteriosa superou a festa mais quieta que já pude ir. Nem todas as pessoas são realmente sorridentes quando se trata de dentro. Nem todos os sorrisos são forçados e nem todos os mistérios são reais. Ainda acredito em muita ficção aglomerada nas ruas atuais.
5:30 AM e eu não conseguia pregar os olhos e o sono não estava afim de visitas. Todas as anotações foram rasgadas. Eu sinceramente não queria causar-te tanto incômodo. Café quente em uma manhã quase morna. Realmente, era eu? Costumava acreditar que mudanças não aconteciam, e sem querer ofender, deixarei todo esse papo para a segunda fase. Um dia, talvez dois, sei lá."
(Matheus Carneiro, 29 de Janeiro de 2013)

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